Arquivo de dezembro, 2009

Feliz Começo Novo!

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/12/2009 by Joe

2009 foi um ano de encontros, desencontros, reencontros, perdas, vitórias, empates … muitos ficaram pelo caminho, procurando uma bússola, um porto seguro …. outros encontraram seu porto, sua bóia e, até mesmo, suas muletas …. enfim, cada um viveu seus momentos particulares e reagiu de acordo com seu “mapa”, com seus “moldes” ….

No final, muita gente percebe que repetiu velhos padrões, agiu de acordo com os moldes de sempre e, consequentemente, não chegou ao final do ano como gostaria. Em outras palavras, não obtiveram os resultados desejados.

Para que tudo seja diferente e, ao final de 2010, as pessoas possam obter resultados diferentes, é preciso que ajam de formas diferentes. A palavra-chave aqui é “mudança”! Sem mudanças não obtemos resultados diferentes. Já falei sobre isto em posts anteriores … e também não quero parecer o dono da verdade e nem ditar fórmulas. Cada um deve procurar saber como chegou até os resultados obtidos no ano que agora se finda e mudar atitudes, padrões, caminhos … e, assim, atingir outros objetivos.

Usando uma linguagem própria da informática, eu quero, para o Ano Novo, que nossos dias sejam encontrados nos googles da vida através das tags …

Amor, Esperança, Perdão, Agradecimento, Carinho, Felicidade, Sorrisos, Mudanças, Atitudes, Temperos, Conforto, Surpresas, Compaixão, Empatia, Tolerância, Superação, Conquistas, Descobertas, Respeito, Acertos, Sucesso, Compartilhamento, Tesão, Cores, Ternura, Sonhos, Fantasias, Entusiasmo, Generosidade, Delicadeza, Trocas, Alegrias, Generosidade, Atenção, Oração, Otimismo, Coragem, Paz, Luz, Energia, Contentamento e muitas outras!

Desejo, enfim, que o Novo Ano seja construído dia a dia, que a cada manhã possamos iniciar um novo ano, uma nova vida … afinal, amanhã é o primeiro dia do resto de nossas vidas!

E como você vai construir a sua?

Desejo que cada um receba segundo a sua obra, ou seja, que cada um colha exatamente aquilo que plantar a cada dia … porque essa é a maneira como o Universo atua em tudo. Que cada um de nós faça as escolhas mais convenientes, segundo suas atitudes, crenças, valores … sem esquecer o princípio das mudanças contínuas!

Beijos e abraços a todos os amigos, visitantes e paraquedistas deste blog!!!

Um Feliz Começo Novo!!!!

By Joe.

Descoberta da felicidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30/12/2009 by Joe

“Quando olho o estilo de vida das pessoas no mundo de hoje, percebo que o final do filme é triste. A maioria luta para realizar metas que as afastam cada vez mais da sua realização pessoal. Conhecemos muito sobre culinária, telecomunicações, engenharia, mas quase nada sobre vida. Lutamos muito para conseguir o abacaxi, gastamos muita energia para descascá-lo e, na hora de saboreá-lo, estamos tão exaustos que não o aproveitamos.

Muitas pessoas se matam para ter uma casa de campo que só visita para pagar o caseiro. Outros querem garantir o futuro dos seus filhos, mas nunca brincaram com eles. As pessoas estão cada vez mais pressionadas, a palavra cooperação é substituída pela palavra competição.

É impressionante o aumento do número de famílias desagregadas do consumo de drogas e de pessoas destruindo seus corpos. Empresas onde 40% dos seus gerentes com mais de dez anos de casa são enfartados. As pessoas estão desperdiçando suas vidas correndo atrás de miragens.

Todo mundo sabe que a felicidade não pode ser sedimentada em bens materiais, mas a maioria se ilude construindo castelos de areia.

Por que isso acontece?

As pessoas aprenderam a valorizar quantidade ao invés de qualidade. Colecionam mulheres, viagens, festas, sem conseguirem escutar a voz do seu coração. Procuram a felicidade onde ela não se encontra, buscam a segurança no outro. Tentam achar o amor, a tranqüilidade e a paz fora de si. Parece mais fácil, mas é impossível pois o único lugar onde alguém pode encontrar a felicidade é dentro de si próprio. As pessoas procuram a sua felicidade nos olhos dos outros. Bens materiais, carros importados, casas, roupas, enfim, tudo o que pode levar à admiração da sociedade.

As pessoas hoje vivem se comparando quem tem mais dinheiro, status, reconhecimento ou sucesso. A comparação tem, como consequência, o sentimento de inferioridade. Sempre tem alguém com mais dinheiro, prestígio ou poder, que consegue mais admiração. É inevitável acabar se sentindo por baixo … então vem uma avalanche de sentimentos ruins.

Para não se sentirem inferiores, as pessoas se sacrificam cada vez mais por algo que muitas vezes, lhes destrói a alma. Valorizam o que todo mundo valoriza, sem saber se essas coisas as realizam. Vivem correndo como cachorro atrás do rabo, sem nunca alcançar a sua meta e, nas vezes em que conseguem realizá-las, se machucam muito.

Mas, afinal, o que é a felicidade?

Quando era criança eu me sentia muito limitado, existiam tantas coisas que queria fazer e não podia. Quando me sentia frustrado pensava que, no dia em que entrasse na escola, seria muito feliz. Tudo daria certo, passaria a ser mais respeitado e não teria mais problemas. Quando entrei no primário, percebi que os problemas continuavam e eu não tinha me tornado feliz.

Comecei a achar que, ao entrar no ginásio, seria totalmente feliz e constatei também que não era assim. Mais uma vez adiei, joguei para a frente a minha expectativa de felicidade total. Imaginei que, quando entrasse no colegial, então finalmente seria feliz.

No colegial, os problemas continuaram. Ah! Mas quando eu entrasse na faculdade de medicina a felicidade seria inevitável! Triste frustração! Os problemas continuavam e a angústia aumentou. Idealizei então que, quando me tornasse médico, seria totalmente feliz. Teria poder, as pessoas me respeitariam e tudo daria sempre certo para mim.

Acabei percebendo que não era desse jeito que a vida funcionava. Não tinha um momento definitivo de felicidade. Imaginei que a felicidade não existia. Descobri que as pessoas diziam que não existe a felicidade, só os momentos de felicidade, e nós temos que aproveitá-los para poder curtir da vida o melhor possível.

Então pense: é isso mesmo! Nos momentos em que vivia o amor com alguém, ou conseguia uma vitória no trabalho, eu me sentia bem. Felicidade devia ser algo por aí. Esses momentos me davam a sensação de ser uma pessoa feliz, mas depois de algum tempo percebia que faltava alguma coisa, não era possível que fosse só isso – tanta luta para tão pouco prazer.

Em l986 minha vida funcionava muito bem. Tinha conquistado tudo o que havia imaginado que me tornaria feliz, mas vivia frustrado. Ficava me perguntando se a vida era só isso. Uma coletânea de filmes, de momentos… Como sempre fui muito religioso, não podia acreditar que o Criador houvesse me mandado para essa viagem por tão pouco. Deveria haver algo mais e, assim, decidi ir para o Oriente, conversar com os mestres e saber o que eles pensavam a respeito da felicidade.

Fui para o Nepal, mais exatamente para Katmandu, a um mosteiro budista, para descobrir o segredo da felicidade. Chegar em Katmandu é uma epopéia. Um avião até Londres, outro de Londres para Nova Deli e mais um até Katmandu. Sabia, através de um amigo, da existência de um mestre naquele lugar. Encontrei um hotel e fui procurar o mosteiro. A pessoa da portaria que me atendeu disse que o mestre iria me receber na manhã seguinte às nove da manhã.

Naquela noite praticamente não dormi, fiquei excitado com a possibilidade de ver revelado o segredo da felicidade. Sai de madrugada do hotel, na esperança de o mestre estar disponível e poder conversar comigo mais cedo. Fiquei lá esperando até que, ao redor das nove horas, uma mulher falando inglês com sotaque de francesa entrou na sala.

Exultei imaginando que ela me levaria até o mestre. Ela me acompanhou até uma sala, estendeu uma almofada para eu me sentar e sentou-se a minha frente. A francesa era uma jovem morena, muito bonita e eu lhe disse:

– Quero falar com o mestre!

Ela me respondeu:

– Eu sou o mestre.

Naquele momento, certamente, não consegui esconder minha frustração e pensei: “Puxa vida, viajei tanto tempo para chegar aqui e conversar com um mestre de verdade e me mandam uma mestra francesa. Sacanagem! Todo mundo tem um mestre homem, velhinho, oriental, de barba. Não uma mulher jovem, bonita, e ainda por cima francesa!”

Eu falei para ela:

– Você não entendeu direito: quero falar com o mestre.

Ela me respondeu:

– Eu sou o mestre.

Aí pensei: “Vou fazer uma pergunta muito difícil para que ela não saiba a resposta e tenha que me levar até o mestre de verdade”.

Fiz uma pergunta, a mais difícil que pude pensar naquela hora:

– O que é budismo?

E ela me respondeu tranqüilamente:

-A base do budismo é que todo ser humano sofre.

Pensei comigo mesmo: “Não é possível! Eu saio da nossa cultura ocidental que diz que o sofrimento é a base da purificação e da sabedoria, e venho para cá para escutar que a base do budismo é o sofrimento!”

Não satisfeito pensei: “Vou fazer uma pergunta mais difícil para que ela não saiba a resposta e me leve até o verdadeiro mestre”.

– E por que os seres humanos sofrem?

– Porque são ignorantes.

Bem … se somos ignorantes, deve haver alguma coisa que não sabemos e que, talvez, seja a resposta que estou procurando.

– E qual é o conhecimento que nos falta?

– O conhecimento que nos falta é a compreensão de que as coisas na nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando o ser humano está feliz, ele bloqueia a felicidade, pois quer a eternidade para aquele momento. Então ele fica rígido, com medo do fim do prazer. Quando está infeliz pensa que o sofrimento não vai terminar nunca, mergulha na sombra e assim amplia a sua dor.

A vida é tão dinâmica quanto as ondas do mar. É tão certa a subida quanto a descida. Cada momento tem sua beleza. No prazer nos expandimos e na dor evoluímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor na sua vida é a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorosa porque essa experiência carrega dentro dela a oportunidade de muito aprendizado. Não curta somente o sol, aproveite também a lua. Não curta somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a vida. Ela não pode ser vivida somente dentro de uma casa, a vida tem que ser experimentada dentro do universo.

A felicidade é um jeito de viver, é uma postura de vida, é uma maneira de estar agradecido a tudo, não somente ao sol, mas também à lua, não somente a quem lhe estende a mão, mas também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono existe a possibilidade de descobrir a força que existe dentro de você.

A felicidade não é o que você tem, mas o que você faz com isso. Por isso existem pessoas que têm muitos bens materiais, um grande amor, filhos lindos e, apesar disso, se sentem angustiadas e depressivas.

Apaixonado por aquela mulher à minha frente, somente consegui balbuciar antes de sair:

– Obrigado mestra! (Por pouco meu preconceito a respeito do sexo e do mestre me afasta dessa lição de vida).

A felicidade não é o que acontece em sua vida, mas como você elabora esse episódio. A diferença entre a sabedoria e o desespero, o sábio e o desesperado, é que o sábio sabe aproveitar as suas dificuldades para evoluir e o desesperado sente-se vítima dos seus problemas.

A felicidade é uma experiência que está diretamente ligada à sabedoria e, certamente, para criarmos um planeta mais feliz precisamos muito mais de sábios do que de gênios.

As pessoas procuram sucessos em bens materiais, mas, na verdade, o único sucesso que vale a pena é ser feliz!”

By Roberto Shinyashiki.

O princípio dos dez por cento

Posted in Reflexão with tags , , , , on 29/12/2009 by Joe

Existe um princípio que diz que 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você. O que isto quer dizer?

Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos acontece. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como? Com sua reação.

Por exemplo: você está tomando o café da manhã. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto, mas o que acontecerá em seguida será determinado pela sua reação.

Então, você se irrita. Repreende a menina e ela começa a chorar. Aí você é grosseiro com a sua mulher porque ela colocou a xícara na beirada da mesa. E acontece uma batalha verbal! Contrariado você vai mudar de camisa. Quando volta percebeu que a filha acabou perdendo o ônibus para a escola. A mulher vai para o trabalho, também contrariada. Você tem de levar a filha pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Chegam, filha entra pra escola sem se despedir.

Ao chegar atrasado no escritório, você percebe que esqueceu a pasta.

Definitivamente o dia começou mal!

Por quê? Por causa de sua reação ao que aconteceu no café da manhã. Agora pense:

Por que seu dia foi péssimo?

A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa da sua mulher?
D) por causa da multa?
E) por sua causa?

A resposta correta, óbvio, é a E! Você não teve controle sobre o que aconteceu, mas pelo menos reaja de um jeito diferente.

Você diz à sua filha: “Está bem, você só precisa ter mais cuidado”.

Depois de pegar outra camisa e a pasta, você olha pela janela e vê a menina pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando um tchau!

Notou a diferença?

Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Por isso pense: não deixe que os comentários negativos te afetem. Não arruine o seu dia! Use esse princípio e você vai se surpreender com os resultados!

Isso pode mudar a sua vida!

By Stephen Covey.

Mudança de atitudes

Posted in Reflexão with tags , , , , , on 28/12/2009 by Joe

Certo dia uma senhora voltava para casa depois de uma das consultas médicas e disse aos familiares:

– Pedi franqueza ao meu médico, pedi que não me poupassem de saber a verdade sobre meu estado de saúde. Eu sinto que me resta pouco tempo.

Diante dos olhares ansiosos, ela continuou:

– Eles me revelaram que sou portadora de uma moléstia incurável e que tenho poucos dias de vida.

– E a senhora nos conta isso com essa naturalidade? perguntou uma das filhas, em prantos.

Continuou a senhora, com muita serenidade:

– Ora, eu tenho um bom tempo para fazer tudo que já devia ter feito há muito tempo atrás. Vou arrumar toda a minha casa, colocarei belas cortinas em todas as janelas, assim, elas me impedirão de ficar olhando a vida alheia. Todos os dias tirarei o pó da casa e durante esse trabalho pensarei: “Estou me livrando das sujeiras que guardei do passado.”

E continuou:

– Vou deixar todos os meus armários organizados, guardarei o que realmente uso e o resto jogarei fora ou doarei a quem precisa. Evitarei assistir ou escutar más notícias. Vou alimentar o meu espírito com leituras saudáveis, conversas amigáveis, dispensarei fofocas e não criticarei mais ninguém. Pensarei naqueles que já me magoaram e, com sinceridade, os perdoarei.

Fez uma pausa e continuou:

– Todas as noites agradecerei a Deus por tudo que estarei conseguindo fazer nestes dias que me restam. Todas as manhãs, ao acordar, perguntarei a mim mesma: “O que posso fazer para tornar o dia de hoje um dia melhor?”

Farei de tudo para transmitir felicidade àqueles que de mim se aproximarem. E a cada dia que passar farei pelo menos uma boa ação. Assim, quando eu fechar os olhos para nunca mais abri-los, eu terei feito inúmeras boas ações.

Todos que a ouviam, pouco a pouco se retiraram dali, indo cada um para um canto, chorar sozinho.

A mulher ali ficou e nos seus olhos havia um brilho de alegria. Dizia ela a si mesma:

– Não posso curar meu corpo, mas posso mudar a vida que me resta. A minha tarefa de casa é grande, porém vale a pena todo qualquer esforço. Vou conseguir realizar. Quero transformar meu mundo interior. Vou me tornar uma pessoa totalmente diferente do que fui até ontem.

O mais curioso e extraordinário dessa história foi o que aconteceu…

Ela conseguiu cumprir plenamente todos os compromissos que tinha assumido consigo mesma. Dos poucos dias de vida que restava a ela, viveu por mais longos e saborosos 23 anos. Ela curou a sua própria alma. A sua moléstia desapareceu. Ela morreu de velhice…

Desconheço a autoria, mas dizem que esta história é verídica. E fico pensando se, em pleno século XXI, não está na hora de repensarmos nossos conceitos? Quem sabe seja a hora de começarmos a colocar metas em nossas vidas; metas desafiadoras, mas que sejam possíveis de atingir!

Tudo é muito simples … mas, na maioria das vezes, somos nós mesmos que complicamos as coisas.

By Joe.

Por que gritamos?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , on 27/12/2009 by Joe

Um dia o Mestre Meher Baba perguntou a seus discípulos:

– Por que  a gente grita quando se enfurece?

Os homens pensaram alguns momentos:

– Porque perdemos a calma – disse um – por isso gritamos.

– Mas por que gritar, quando a outra pessoa está ao teu lado? – perguntou Baba – Não é  possível falar em voz baixa? Por que gritar com uma pessoa quando te enfureces?

Os homens disseram algumas outras respostas, mas nenhuma delas satisfazia a Baba.

Finalmente, ele explicou:

– Quando duas pessoas estão enfurecidas, seus corações se distanciam muito. Para cobrir essa distância devem gritar para poderem escutar. Porém, quanto maior for a raiva, mais forte terão que gritar para escutar um ao outro através dessa grande distância.

Logo Baba perguntou:

– O que acontece quando duas pessoas se enamoram? Elas não gritam, pelo contrário, falam suavemente… Por que?

–  Porque seus corações estão muito próximos. A distância entre eles é muito pequena.

– E quando se enamoram mais ainda, o que acontece?

– Não falam, só sussurram e se envolvem ainda mais, juntinhos em seu  amor. Finalmente, não necessitam sequer sussurrar. Só se olham e isso basta. Assim é quão perto estão duas pessoas quando se amam.

E Baba continuou:

– Quando discutirem com alguém, não deixem que seus corações se distanciem; não digam palavras que os distanciem mais ainda, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não encontrarão mais o caminho de volta.

By Paulo Coelho, da série “Diálogos com o Mestre”.

Risotto alla Milanese

Posted in Receitas with tags , , , , , , , on 26/12/2009 by Joe

A história do Risotto alla Milanese se confunde com a história do próprio risotto. Sua característica principal é a cor amarelada, obtida pela adição de açafrão à receita. A versão mais aceita da origem do prato é de que foi criado em 1574 por um jovem aprendiz de pintor que auxiliava na coloração dos vitrais da  magnífica Duomo di Milano (catedral de Milão em estilo gótico).

Conta a lenda que  Valério de Flanders era chamado debochadamente de açafrão. Esse apelido surgiu porque Valério era conhecido por adicionar açafrão em praticamente todas as misturas de tintas. O argumento era de que o açafrão gerava uma cor de pigmento mais brilhoso.  Pois bem, tanto ele usava a tal planta que um dia um de seus colegas comentou que ele acabaria colocando o açafrão até na comida.

Cansado de tanto deboche, Valério resolveu se vingar. No casamento de seu mestre, o aprendiz de pintor foi sorrateiramente na cozinha e, seguindo o conselho de seu colega, colocou o açafrão na panela do arroz. O tiro saiu pela culatra. Dizem que o arroz cor de ouro foi um sucesso e que a partir desse momento tornou-se um prato bastante popular na região.

A técnica de preparo do risotto é semelhante à técnica de preparo de mingau. Existe até um prato veneziano de arroz que era feito com leite e açúcar que pode ter dado origem ao método, chamado de “rixo in bona manera”. Essa receita aparece em um “Libro di cucina del seculo XIV”. Esse livro, de autor veneziano desconhecido, apresenta diversas receitas interessantes da época, incluindo a “boa maneira” do preparo do arroz. Diz o livro que esse seria o processo ideal para cozer arroz para 12 pessoas.

Vamos falar um pouco do açafrão (zafferano em italiano e saffron em inglês). Primeiro esqueça aquele pó amarelado que tem para vender nos nossos supermercados. Aquilo não é o açafrão  verdadeiro (zafferano vero), mas o que alguns chamam de açafrão-da-terra ou curcuma. O verdadeiro açafrão é constituído de fiapos que são os estigmas das flores de uma planta chamada Crocus sativus. Essa flor é comum na região do Mediterrâneo. É uma das especiarias mais caras do mundo, pois são necessárias cerca de 20.000 flores para obter apenas 1 kilo de açafrão. Em alguns freeshops é possível comprar 1 grama de açafrão por cerca de 10 dólares, quantia que dá para preparar diversos risotos.

Outro ponto importante para o sucesso desta receita é o caldo de carne. Não vale a pena arriscar tudo e usar os famosos tabletes prontos. Veja, mais abaixo, a receita do verdadeiro caldo de carne.

Mas, chega de história e vamos à receita. O mais difícil neste prato é achar o ponto final do mesmo. Ele fica com aparência cremosa, como na foto e cozido al dente.

Risotto alla Milanese

Ingredientes

60 gramas manteiga
1 cebola, grande picada
2 xícaras arroz Carnaroli ou Arbório
1 copo vinho branco seco
6 xícaras caldo de carne
½ colher de chá açafrão
50 gramas queijo tipo parmesão
1 colher de sopa azeite
quanto basta sal
quanto basta pimenta do reino

Modo de preparo

Em uma panela de risoto (cerca de 30 cm de diâmetro, mais larga do que alta) coloque o azeite e cerca de 10 gramas da manteiga. Quando derreter, refogue a cebola até murchar. Em seguida, dê uma fritada no arroz. Acrescente o vinho branco e vá mexendo até ele ser completamente absorvido pelo arroz.

Aos poucos vá acrescentando o caldo de carne. É importante manter o caldo sempre quente e ir adicionando devagar: coloque uma ou duas conchas de caldo, espere secar e repita a operação, mexendo seguidamente. Cerca de 10 minutos após o início do cozimento adicione os fiapos de açafrão. Continue colocando o caldo até que acabe.

Quando o arroz ficar cozido (al dente), acerte o sal, acrescente a pimenta do reino, o restante da manteiga e o queijo. Misture para derreter a manteiga e sirva imediatamente.

Caldo de carne

Ingredientes

500 g de músculo ou acém
150 g de alho-poró
150 g de cebola
150 g de cenoura
150 g de aipo
10 g de alho
5 g de pimenta-do-reino em grãos
salsinha, cebolinha e manjericão a gosto
3 litros de água

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo lento para cozinhar. Retire, sempre que se formar, a espuma da superfície durante o cozimento. Coe o caldo. Use carne e legumes para outras receitas. Se necessário, congele em recipiente fechado.

By Joe.

Em busca de sonhos …

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , on 25/12/2009 by Joe

Saímos pelo mundo em busca de nossos sonhos e ideais. Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis tudo aquilo que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos o erro, sentimos que perdemos tempo buscando longe o que já tínhamos perto.

Nos culpamos pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos.

Não é bem assim: embora o tesouro esteja enterrado na sua casa, você só irá descobri-lo quando se afastar.

Existem certas coisas em nossas vidas que tem um selo dizendo:

“Você só irá entender meu valor quando me perder – e me recuperar”.

Não adianta querer encurtar este caminho…

By Paulo Coelho.

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