Arquivo para novembro, 2009

A porta do lado

Posted in Reflexão, Relacionamentos with tags , , , , , , , , , on 16/11/2009 by Joe

A outra portaEm entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida; que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente.

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de, simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta e, às vezes, saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel.

E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça…

Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.

Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia. Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A “porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída …

Experimente!!!

By Dráuzio Varella.

Debora fala reservadamente com todos

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , on 15/11/2009 by Joe

DeboraLivro: Debora Fala Reservadamente Com Todos
By Ivy Knijnik
Editora Altana

A autora revela os bastidores da história da personagem Debora, uma viciada em chat pela internet, que se vê no fundo do poço depois de “sentir-se” loucamente apaixonada pelo “vento” de DasHausVonLieb, o nick de um dos freqüentadores das salas de bate-papo.

Ivy conduz a narrativa naquela terceira pessoa onisciente, profunda conhecedora de quem é essa alma inquieta,  mas é na primeiríssima pessoa que o seu texto ganha a inquietação do leitor que, como cego, persegue avidamente as palavras sensuais de Debora (ou dos personagens do chat), ao narrar, em tempo presente como se estivéssemos em frente à tela do computador, as venturas e tantas desventuras com parceiros virtuais que, sim (e não), apresentam-se como figuras reais.

Talvez entre aqui um truque da sedução da obra: serão reais os relatos daqueles encontros amorosos? Aqueles homens saem da tela para os quartos de motéis em que se encontram com Debora? Tão irreais quanto o amante que a leva à loucura? Tão virtuais quanto os casos de Gordinha-Gostosa que se encontra com um parceiro no mundo real e é por ele violentada?

A leitura é comandada por capítulos que denunciam a escritura do chat já enunciada no título: “Debora fala reservadamente com todos”. O primeiro desses capítulos é a antecipação da narrativa cujo desfecho já aí está, mas que será conclusivo para o entendimento da leitura em seu fecho no último capítulo. De “debora fala reservadamente com debora” (capítulo 1) à “debora fala reservadamente com todos” (capítulo 18, e último), a escritora acompanha Debora pela viagem do conhecimento do ser mulher, do ser mulher judia, do ser mulher mãe judia.

Toda a obra é permeada pelo olhar dessa personagem judia. A história do povo judeu com sua rica tradição é apontada, e muitas vezes criticada também, mas jamais se descola da imagem que Debora projeta. É como um estigma, como as peças de cristal esculpidas pelo avô da personagem em idos tempos anteriores ao holocausto. Débora vai destruí-las no real, vai trabalhar com elas no imaginário da fragilidade de seu ser para recompô-las todas, no simbólico mundo re-estruturado depois dessa viagem. No momento em que Debora sublima o próprio ser. Estranhamente, quando ela se desgarra da tela mágica e sai para o mundo metaforicamente representado em sua saída do túnel do metrô.

Ela vai sentir todo o vento que lhe prometera o amante virtual DasHausVonLieb, seu algoz no forno crematório em que ela deposita sua carne sob brasa do sexo em chama. Mas ela resistiu à imensidão da história sobre seus ombros. “Estou só”, diz ela ao fim do primeiro capítulo. Com sua própria voz ela diz no último capítulo: “No próximo Shabbat, farei tzedaká (caridade) em memória da minha mãe e acenderei as velas para iluminar minha vida. Estou bem. Estou em excelente companhia…”

É Débora falando reservadamente com ninguém. Havia compreendido enfim. Débora, com acento.

By Roseli Gimenes para o site ArScentia.

Baked potatoes

Posted in Receitas with tags , , on 14/11/2009 by Joe

Baked potatoesFim de tarde no shopping, antes ou depois de uma sessão de cinema e bate aquela fominha … nada muito grande para um jantar e nem pequena demais para um salgadinho apenas. Com certeza a maioria das pessoas sempre lembra daquela batata assada com recheios deliciosos escorrendo pelas beiradas, fumegantes e com a famosa bandeirinha espetada num dos cantos!

E quando você está em casa e bate a vontade de uma daquelas “baked potatoes”, mas a preguiça é maior ainda para ir até um shopping? Então, nada mais fácil do que preparar em casa mesmo as batatas assadas e o recheio com ingredientes que, normalmente todos tem em casa.

Veja, abaixo, como assar as batatas e preparar alguns recheios práticos e deliciosos. Invente o seu também …. e envie-me outras sugestões!

Baked potatoes

Ingredientes

4 batatas grandes

Modo de preparo

Use batatas grandes e bonitas, de preferência arredondadas. Escove-as e lave-as bem, com uma escovinha. Enxágue bem. Perfure a casca das batatas com um palito para que, durante o cozimento, saia o excesso de vapor. Forre o prato do microondas ou refratário com papel absorvente. Coloque as batatas bem separadas sobre o papel e leve ao forno em potência alta de 10 a 12 minutos. Vire na metade do tempo. Retire as batatas, envolva-as em papel alumínio e deixe descansar por 12 a 15 minutos para completar o cozimento.

Se preferir assá-las em forno convencional, embrulhe-as em papel alumínio e leve ao forno até que fiquem macias. Esse tempo gira em torno de 1 hora, até 1:30 h, ou até que os dentes do garfo penetrem facilmente na polpa.

Faça um corte longitudinal no meio da batata, sem separar as duas metades. Escave um pouco do miolo, abrindo uma pequena cavidade. Antes de colocar o recheio derrame uma colher (sobremesa) com azeite extra virgem ou manteiga temperada com salsa e sal. Coloque o recheio de sua preferência na parte aberta.

Sirva bem quentes, ainda esfumaçando. Se necessário, volte ao microondas por uns 3 minutos para esquentar. Sirva imediatamente.

Recheio de bacon

Ingredientes

16 fatias de bacon picadas
4 colheres (sopa) de cebola picada
1 copo de requeijão cremoso
2 colheres (sopa) de orégano
2 pitadas de pimenta do reino

Modo de preparo

Em uma frigideira, sem gordura, coloque o bacon e leve ao fogo brando até dourar ligeiramente. Junte a cebola e deixe dourar bem sem torrar. Adicione o requeijão e os demais condimentos, misturando bem. Sirva sobre as batatas assadas, já cortadas ao meio.

Recheio de gorgonzola com azeitonas pretas

Ingredientes

150 g de queijo tipo gorgonzola
200 g de creme de leite azedo
200 g de creme de leite fresco (ou 1 xícara de creme de leite em lata)
1 colher (sopa) de suco de limão
1 pitada de pimenta do reino
1/2 xícara de azeitonas pretas

Modo de preparo

Em uma tigela, misture o queijo com o creme de leite, azedo. Bata o creme de leite fresco até ficar firme, em ponto, de chantilly e acrescente delicadamente o queijo, misturado com o creme de leite azedo. Tempere com o suco de limão e a pimenta. Decore com as azeitonas.
Dica: para azedar o creme de leite, fresco ou enlatado, junte, 1 colher (sopa) de suco de limão para cada xícara de creme.

Recheio de provolone

Ingredientes

250 g de provolone ralado
1 colher de chá de manteiga

Modo de preparo

Coloque a manteiga sobre o corte das batatas e polvilhe o provolone, que derreterá ao contato com a batata quente.

Recheio de frango com milho verde

Ingredientes

300 g de frango em cubinhos
2 colheres (sopa) de cebola picada
8 colheres (sopa) de purê de tomates
8 colheres (sopa) de milho verde
8 colheres de sopa de requeijão light
Sal e salsa picada

Modo de preparo

Abra uma tampa nas batatas já cozidas e retire toda a batata de dentro e misture com o requeijão. Reserve. Refogue a carne de frango em uma panela antiaderente até dourar. Junte a cebola, o purê e o milho. Pingue algumas colheradas de água e deixe até a carne amaciar. Coloque dentro das cavidades da batata. Cubra com a mistura de batata e requeijão e leve ao forno para esquentar bem.

Gorgonzola

Ingredientes

130 g de queijo gorgonzola
2 xícaras (chá) de leite
2 colheres (sopa) rasa de amido de milho
1 colher (sopa) de manteiga

Modo de preparo

Bata tudo no liqüidificador e leve ao fogo para engrossar.

Estamos com fome de amor

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , on 13/11/2009 by Joe

AmorUma vez Renato Russo disse, com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo, sem dúvida alguma. Parem para notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível, né? E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, é só dar uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número de comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô, gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados … mas e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois (ou quem sabe até os dois), vai querer pular fora. Mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

Texto atribuído a Arnaldo Jabor.

Entregue-se ao imprevisível …

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , on 12/11/2009 by Joe

À procura do amor… e encontre o amor!!!

Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível.

Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem.

No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma consequência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E, apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!

Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo o tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não tem fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer. Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinho? Será? Será?

O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade. Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou … passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto! Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou se seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro.

Então, que usemos nossa inteligência, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos!

Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer… simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!

E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos.

Portanto, para todas as pessoas que perguntam sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.  E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a  alegria como partes do amor!

E quando penso que essa entrega é realmente  difícil, me  lembro de uma frase que gosto muito: “Se o seu problema tem solução, relaxe… ele tem solução. E se o seu problema não tem solução, relaxe…  ele não tem solução!” É uma frase engraçada, mas muitíssimo sábia.

Portanto, quando estiver doendo muito, não resista! Simplesmente relaxe e aceite, pois a resposta virá!

By Rosana Braga, escritora, jornalista e consultora em relacionamentos, palestrante e autora dos livros “Alma Gêmea – Segredos de um Encontro” e “Amor – sem regras para viver”, entre outros.

Águas que passam

Posted in Inspiração, Reflexão with tags , , , , , on 11/11/2009 by Joe

Águas que passamDe um fragmento de Heráclito:

“Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio: suas águas não são nunca as mesmas e nós não somos nunca os mesmos”.

Você sabe o que podemos concluir, não é? Não se trata apenas da constante mudança do mundo e da ilusão do permanecer…

O que esse fragmento me leva a pensar é que o que não fazemos agora, neste momento, fica para nunca mais…

Que, a cada instante, temos a oportunidade única de ir atrás do que queremos e desejamos…

By Ivy Knijnik

Perdas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , on 10/11/2009 by Joe

PerdasPrimeiro: não queremos perder …

É lógico não querer perder.
Não deveríamos ter de perder nada:
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra:
Experimentamos uma constante alternância de ganhos e perdas.

Segundo: perder dói mesmo …
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro: precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá que vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sofrimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir e esgotar a dor.
O luto é necessário, ou a dor ficará soterrada, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ela gostaria que eu vivesse:
bem, integralmente, saudavelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

By Lya Luft

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