Arquivo para setembro, 2009

Escolhas e consequências

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , on 30/09/2009 by Joe

EscolhasA partir do momento em que somos responsáveis por nossas vidas, devemos tomar muito cuidado com o que decidimos. Além de sermos responsáveis por nós mesmos, somos responsáveis por outros seres: nossos filhos, a esposa, um amigo, o cachorro, o papagaio, etc.

Decisões são escolhas que fazemos, porém, jamais poderemos escolher as conseqüências dessas decisões; o que nos resta é aguardá-las e, se formos fortes, tomar novas decisões, e cada vez melhores.

As decisões que você tomou ontem refletem o que você enfrenta hoje. Se não está gostando do seu hoje, tome, agora, uma decisão correta, que lhe garanta uma amanhã melhor. Pense bem nisso!

Antes de parar de estudar para ir rumo a um trabalho miserável, só porque irá ganhar uns trocados que, aparentemente, lhe tornarão independente, e que também, aparentemente, farão de você um homem ou uma mulher prontos a assumir compromissos e a não dar satisfação a ninguém, tenha muito cuidado: você não faz idéia das conseqüências que essa decisão pode lhe trazer. As idéias de Robert T. Kiyosaki, autor de “Pai Rico Pai Pobre” tem grande validade, porém, também depende de uma tomada de decisão correta (leia esse livro…).

Se você diz já ter feito todo o possível para se tornar alguém melhor e não conseguiu é porque não fez tudo ainda. Se você reclama do que tem e do que não tem, que tal seguir em frente até conseguir o que necessita e deseja e parar de reclamar?

Tem tanta gente neurótica que continua plantando as mesmas coisas sempre e querendo colher resultados diferentes. Não dá. Se você não gosta do que está recebendo, veja o que está emitindo ao mundo.

Estamos a todo instante tomando decisões em nossas vidas, decisões que poderão mudar por completo nosso futuro, mesmo que seja o próximo segundo. Precisamos então nos preparar para tomar algumas decisões e, sempre que possível, prever quais as prováveis conseqüências dessas decisões.

A todo o momento atendo clientes asseverando que a empresa não vai bem, ou outros reclamando que o emprego não está lhe dando conforto, segurança, que já não tem mais sentido trabalhar naquele lugar. Ora, decida de novo. Anteriormente você decidiu que gostaria de ser dono do seu próprio negócio, não foi? Decidiu que seu sonho era trabalhar como empregado naquela empresa? O fato de ambas as coisas não darem certo é fruto das decisões que tomou. Agora resta a você empenhar-se com todas as suas forças para que as coisas dêem certo … ou tomar uma nova decisão!

Não espere que as pessoas decidam por você. Que elas lhe digam o que fazer ou não fazer. Ouça, escute, mas não deixe sua vida à mercê da vontade alheia. Infelizmente, são poucas as pessoas em quem podemos confiar plenamente. Não dá para viver esperando. Quem espera sempre alcança; isto é uma inverdade. Quem espera é alcançado e ultrapassado; isto sim é verdade.

Exija mais de você mesmo e bem menos dos outros. Decida que terá uma vida melhor, decida que fará melhor da próxima vez. Decida, entretanto, e suporte as consequências.

O que me deixa furioso é ouvir de empresários que seus negócios vão mal e que a culpa é do mercado, do governo, dos impostos, dos salários, etc. Nunca admitem que o problema é deles, e pior, quando afirmo isso, alguns me deixam a falar sozinho. Algumas pessoas não ingerem muito bem certas verdades, mas…

Também me sinto impaciente quando funcionários vem me dizer que não ganham o suficiente para agir melhor e me pedem conselhos sobre o que fazer. Quando digo que a culpa é deles, muitos viram as costas e continuam recônditos na incapacidade.

Se você é funcionário de uma empresa, foi você quem decidiu ser, ninguém o obrigou. Ou alguém apontou um revolver para você, dizendo: “Trabalhe na minha empresa, senão vou te apagar, meu chapa?” E agora que está empregado, reclama do salário. Não é a empresa que paga seu salário, é você quem ganha o que merece. Se você só faz o que lhe pedem, só cumpre – quando cumpre – sua reles função, você é apenas competente. E de gente competente o mercado está cheio. Faça algo a mais. Faça a coisa certa, não apenas do jeito certo. Seja um funcionário empreendedor, aquele que mostra e traz resultados à empresa.

E se, mesmo fazendo tudo isso que estou lhe dizendo, não está sendo reconhecido, troque de emprego, abra seu próprio negócio, por que seu chefe é um asno, a empresa onde você trabalha vai quebrar logo. Mas a decisão é sua, está em suas mãos continuar nela.

Não quero induzir ninguém a sair pedindo demissão ou forçando-a. Quero, sim, que você considere esses comentários e pare de reclamar. Se as coisas não dão certo na sua vida pessoal ou profissional, 90% da culpa é sua. Em algum momento você tomou uma decisão equivocada, mas sempre há tempo para se recuperar.

É comum dos catorze aos vinte anos sermos rebeldes. Queremos sair com os nossos amigos e não podemos. Nossos pais nos reprimem, chamam nossa atenção quando estamos perto dos outros. Não deixam a namoradinha dormir junto … (eu as escondia debaixo da cama…) enfim, queremos a todo custo decidir o que fazer com nossa vida, com nosso destino.

Quando alguns pais deixam que façamos o que queremos acontecem alguns sérios problemas. Por exemplo, tornamos-nos pais e mães muito cedo; meninas engravidam e, acompanhadas do então pai do futuro bebe, decidem abortar o ser humano que nada tem a ver com a falta de responsabilidade que seus genitores tiveram, e pior, médicos realizam a cirurgia. De quem é a responsabilidade? Não sei. Tenho certeza que não é do “serzinho” inocente que foi assassinado ainda no ventre da maldita infausta cã, que não podemos nominar de mãe (para não dizer coisa pior …).

Não se ensina ninguém a tomar decisões, até porque tomá-las é razoavelmente fácil, o problema está na hora em que tivermos que assumir e enfrentar as conseqüências.

Pense nisso e tome boas decisões. Felicidades sempre!

By Paulo Sérgio Buhrer, contador, consultor, palestrante e escritor

O silêncio dos lobos

Posted in Reflexão with tags , , , , on 29/09/2009 by Joe

LoboPense em alguém que seja poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam. Eles têm força e poder. Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe. Sorria. Silencie.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a falsa idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade!

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

– Me arrependi de coisas que disse … mas jamais do meu silêncio!

Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

By Aldo Novak.

As quatro ignorâncias de um amante

Posted in Reflexão with tags , , , , , on 28/09/2009 by Joe

AmantesUma das maiores figuras das letras luso-brasileiras, o Padre Antonio Vieira redigiu este texto por volta de 1630, que se traduz numa verdadeira aula sobre o Amor.

A primeira ignorância de um amante:

Não conhecer a si mesmo.

Quando não conhecemos a nós mesmos entramos no estado de identificação e projeção com a outra pessoa. Projetamos no outro aspectos nossos. Não sabemos olhar para dentro e reconhecer os próprios erros, as próprias dificuldades então dizemos que o outro é terrível. Criamos uma lista de culpados pela nossa própria insatisfação.

Conhecer a si mesmo também é estar em contato com nosso Eu Superior, a parte Divina em nós, que sabe dar limites, que sabe perdoar, que não aceita o que é inaceitável. E que ama profundamente, a sim mesmo e ao outro.

A segunda ignorância de um amante:

Não conhecer a quem se ama.

Quando não conhecemos a essência da outra pessoa criamos expectativas, destruímos a comunicação saudável, acusamos erroneamente o outro, enfim criamos confusão, ilusão e mal entendidos. Queremos que ela nos dê o que ela não pode nos dar, queremos que ela seja perfeita, imaculada, iluminada.

Mas todos temos lados positivos e negativos, não?

A terceira ignorância de um amante:

Não conhecer o amor.

O Amor é um sentimento que une, que engloba, que junta. E ele começa trazendo as nossas partes obscuras à consciência. Integrar nossa sombra e transformá-la em Luz é uma obra do Amor. Somente este sentimento tem a capacidade de fazer isto. O Amor coloca a mão na lama porque sabe que quando erguemos as mãos para o céu a lama é transmutada. Sendo assim é possível curar feridas, amenizar o casaço existencial, suavizar emoções pesadas.

Estar em estado de amor significa também aceitar e curar nossos lados sombrios e os lados sombrios da outra pessoa. Porque todos temos um inconsciente repleto de medos, de traumas…. E o Amor sabe disso.

Quando duas pessoas inteiras estão harmonizadas, no caminho, se trabalhando e essas pessoas se relacionam, se amam, com certeza elas estarão gerando muita Luz para o mundo.

A quarta ignorância de um amante:

Não saber a hora de parar, mesmo amando.

Quem ama sabe que as coisas mudam, e que há momentos em que é melhor jogar tudo para o vento. O desapego é necessário. Afinal o que realmente levamos conosco quando morremos? O Amor.

O desapego é uma grande lição. Ele nos mostra o caminho da aceitação do que É. Ele diminui a nossa necessidade de estarmos sempre certos. Ele nos mostra que a vida nem sempre é do jeito que a gente gostaria que ela fosse e ao aceitar este fato crescemos espiritualmente.

By Padre Antônio Vieira.

Sarah Chang

Posted in Música with tags , , , , , , , , , , , , , on 27/09/2009 by Joe

Sarah ChangSarah Chang, nascida em 10 de  Dezembro de 1980, na Filadelfia, é uma jovem artista americana,  de ascendência coreana. Mundialmente conhecida, esta menina prodígio começou a aprender música aos 3 anos de idade quando pediu a seus pais que lhe dessem um violino de presente. Aos 5 ela já dava seu primeiro concerto na Juilliard School, em Nova York.

Reconhecida como uma criança prodígio, aos 8 anos teve a oportunidade de tocar sob a regência de maestros conhecidos como Zubin Mehta e Riccardo Muti, que trabalhavam, respectivamente, com a Orquestra Filarmônica de Nova York e a Orquestra de Filadelfia. Ambos ficaram fascinados com o dom da pequena Sarah e deram-lhe oportunidade imediatamente. Aos 9 anos, ela gravava seu primeiro album.

Yehudi Menuhin, um dos maiores violinistas e maestros que já existiram, chamou-a de ” a mais maravilhosa, a mais perfeita, a melhor violinista que eu já ouvi”.

“Ária na corda Sol (G)” é uma adaptação para violino e piano do segundo movimento da Suíte nº 3 para orquestra, uma das mais belas melodias feita pelo maior criador de música de todos os tempos, Johann Sebastian Bach. De genial beleza, se transforma, no violino de Sarah, na mais pura jóia rara.

Assistam e deixem-se levar pela mais pura melodia … um momento de eternidade!

By Joe.

Goulash

Posted in Receitas with tags , , , , , on 26/09/2009 by Joe

GoulashPrato de origem húngara cujo nome remonta aos guardadores de bois chamados “gulyas”. A invenção deste prato, feito de carne de boi, cebolas e páprica nos leva para o século IX, antes da fundação do Estado Húngaro, quando as tribos nômades buscavam uma alimentação adequada ao seu modo de vida instável e itinerante.

Nessa época comiam fatias de carne cozidas em fogo brando com cebolas. A carne era, em seguida, seca ao sol e transportada em odres. Em seus acompanhamentos, os nômades preparavam uma sopa, cozinhando essa carne em água com rábanos. Só mais tarde a páprica foi acrescentada ao goulash, que tradicionalmente é cozido em um caldeirão especial, o boorac.

O goulash que chegou ao ocidente, também chamado de “pörkölt”, pode ser preparado com carne bovinha ou suina.

Mas o bom mesmo é poder curtir um prato diferente, de sabor exótico e delicioso. A receita abaixo é muito saborosa, feita com ingredientes conhecidos por todos nós e de fácil preparo.

Goulash

Ingredientes

1 kg de alcatra ou coxão mole
1 cebola
2 tomates
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de sal
2 dentes de alho amassados
1/4 de xícara (chá) de vinho tinto seco
1 colher (chá) de páprica
1 cubo de caldo de carne
1 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de água

Modo de preparo

Corte a carne em pequenos cubos. Descasque a cebola e o tomate e corte-os em pequenos pedaços. Em uma panela, aqueça o azeite, coloque a carne e deixe fritar, mexendo com uma colher para não queimar. Quando já estiver bem frita, acrescente a cebola e o tomate picados, o extrato de tomate, o sal, o alho e deixe cozinhar durante 10 minutos. Acrescente o vinho, a páprica, o caldo de carne e a água. Cozinhe por 20 minutos, até que a carne fique macia. Por último, adicione a farinha dissolvida nas 3 colheres de água. Deixe cozinhar por mais alguns minutos até o molho encorpar. Sirva com arroz e batata palha.

Aproveitando que o tempo está convidativo, um bom vinho tinto completa a mesa!

Bon appétit!

By Joe.

Motivação ou automotivação?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , on 25/09/2009 by Joe

Energia positivaA escolha é sua!

Como todos já sabem, a vida é feita de escolhas, e manter-se motivado é uma delas. Este texto faz uma reflexão sobre as conseqüências da motivação e da automotivação.

Se buscarmos as origens e os significados mais profundos sobre a motivação, retroagiremos décadas e décadas e teremos dezenas de significados, conceitos e pontos de vista. Encontraremos centenas de teorias interessantes e até mesmo complexas.

Porém, todas, direta ou indiretamente, levarão à mesma “essência” do que é motivação.

Mas não é o significado de motivação que será o escopo deste artigo, mas sim, sua importância, seu envolvimento, sua influência, positiva ou negativa em caso de ausência, junto à vida das pessoas.

Ouvimos com freqüência alguém falando que “não está motivado” em seu trabalho, “não está motivado” com seu casamento, namoro, curso, vida, ou que está desmotivado.

Paralelamente a isso, busca uma alternativa para culpar, ou seja, apresentar uma justificativa para seu desinteresse por algo, como se não fosse uma decisão pessoal.

Durante toda a nossa vida passamos por momentos que, muitas vezes, causam um grande desgaste – decepção, frustração, ou indignação – e ficamos emocionalmente fragilizados.

Mas também é verdade que passamos por centenas de momentos que nos causam alegria, orgulho, satisfação e realização. Sentimentos estes que causam euforia e aquela vontade de “quero mais”.

As lembranças que iremos guardar dos momentos vividos depende de nossa escolha, do que damos mais importância para nosso crescimento intelectual, pessoal, afetivo e profissional. E é justamente a escolha destas lembranças passadas (boas ou más) que estarão definindo nosso presente e futuro.

Há pessoas que escolhem recordar constantemente seus maus momentos. Assim, passam grande parte do tempo irritadas, desmotivadas, insatisfeitas e deixam de dar atenção à sua qualidade de vida.

Já aqueles que optam por recordar os bons momentos, e também utilizar os possíveis maus momentos como aprendizado, desenvolvem mudanças pessoais, se encontram mais acessíveis, fazem planos e possuem uma boa qualidade de vida.

Ser “motivado a” fazer algo é ser dependente de um combustível que pode terminar a qualquer momento e será necessário buscar nova fonte de energia para esta motivação.

É estar aberto à maiores frustrações, por gerar expectativas sobre algo ou pessoas, diferente do que poderá acontecer e do que poderão realizar.

Ser “motivado a” é aguardar algo acontecer, algo externo, que não depende exclusivamente de você, mas sim, de algo que o motive, o conquiste, o leve a realizar.

É realizar algo que poderá dar errado, pois você não desejou realmente realizar aquilo, apenas aproveitou o momento para faze-lo.

Ser “motivado a” é ter alguma coisa que o leve a realizar, chame sua atenção, desperte seu interesse criando a curiosidade de vir a participar ou colaborar com algo.

Por outro lado, ter automotivação é manter-se  programado para buscar de maneira continuada aquilo que acredita, deseja e faz parte de seu ideal.

A pessoa automotivada reconhece seus erros, desenvolve novas estratégias, reorganiza seu plano de vida, divide suas alegrias com as pessoas próximas, tem bem definido o que deseja conquistar em sua vida e o que é prioridade.

Não se abala pelo cansaço, pelo excesso de tentativas, mas demonstra euforia pela oportunidade em poder buscar o sucesso, realizando novamente de forma mais precisa.

Ser automotivado é amanhecer tendo a certeza de que irá fazer algo novo, fazer o comum se tornar diferente.

O automotivado encara seus desafios como oportunidades de aprendizado e autodesenvolvimento.

Quando uma pessoa é automotivada, passa a ver as situações de formas positivas; em vez de desenvolver expectativas, cria possibilidades; em vez de utilizar o tempo justificando um novo problema, potencializa o tempo apresentando uma nova oportunidade; em vez de apontar culpados pelos fracassos, demonstra interesse em treinar novos vencedores.

Ser automotivado é ir além.

É não precisar viver sendo empurrado e incentivado.

É lutar por tudo o que acredita, pelo desenvolvimento humano e pessoal, pelas realizações pessoais, pela conquista ética de seus objetivos.

É ter a energia inesgotável em seu coração, em sua alma e utilizar a mesma para aquecer e gerar energia em todas as pessoas à sua volta, fazendo que todos vejam outros caminhos a seguir.

Motivar é mover.

Automotivar é avançar.

Onde você se encontra?

Movendo coisas ou avançando em busca de seus objetivos?

By Prof. Wagner Campos, palestrante e conferencista em vendas, motivação e liderança.

Homens em crise emocional

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , on 24/09/2009 by Joe

Homem em criseO que é ser homem nos tempos de hoje e qual o verdadeiro papel do masculino na sociedade moderna? Muita gente aí, de ambos os sexos diga-se de passagem, responderia que homem que é homem não questiona isso e dariam a questão por encerrada, mesmo porque é mais fácil fugir do assunto. O problema é que os tempos mudaram, as mulheres ganharam seu espaço e o homem deixou de ficar no papel de único provedor e autoridade máxima da casa. E o nó na cabeça está estabelecido.

Para apimentar ainda mais a questão, esteve em cartaz a peça teatral “Homem de Tarja Preta”, monólogo escrito por Contardo Calligaris, psicanalista e articulista do jornal Folha de São Paulo, e produzido a pedido do ator Ricardo Bittencourt, vemos um homem de meia idade, bem-sucedido, casado pela segunda vez e pai de dois filhos, que se prostra na frente de seu computador durante a madrugada, entrando em chats gays e assumindo o papel de um crossdresser (alguém que tem prazer em se vestir ou usar objetos do sexo oposto). E é nessa “brincadeira” que surgem os dilemas masculinos.

Calligaris não propõe conclusões (você as tira), mas o maior objetivo da peça foi mostrar que ser homem é tão ou mais complicado que ser mulher, por mais que as moças saiam gritando por aí que nossa posição é confortável. As pressões de todos, especialmente da sociedade (você ouve “seja homem” a partir do momento que nasce), a caricatura do macho e até mesmo as referências culturais, que vão de Superman a Rocky Balboa, fazem com que o cidadão esteja eternamente descontente com sua própria virilidade.

Os homens também lutam, inconscientemente, contra a rotina básica de vida (emprego, esposa e filhos), porque desde criança são cobrados para serem excepcionais, ou seja para serem mais do que realmente são. Até mesmo o lado sexual, incluindo a fama de promíscuo, vem carregado de senso de dever. Mais uma vez, de ser excepcional.

Calligaris afirmou que o fato de há 40 anos discutir-se a complexidade feminina, mas muito pouco a masculina, o levou a bolar o texto para o palco do teatro. Para o psiquiatra e psicanalista Luiz Cushnir, especializado na psique do homem e da mulher, o tema é bastante pertinente e ilustra uma situação real de conflito emocional vivida pelo sexo masculino.

Responsável pelo Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (IDEN) e o Gender Group no Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o médico realiza há 30 anos terapias em grupos, com homens e mulheres separadamente, e analisa a questão do gênero sexual no mundo moderno e a posição de cada um. De acordo com Cushnir, enquanto as moçoilas, para romper as amarras que as prendiam, basearam sua luta nos seus direitos, especialmente sócio-jurídicos (direito a voto, trabalho, condições iguais, etc.), a transformação masculina, que já foi pejorativamente chamada de revolução das cuecas, é no fundo uma batalha para conquistar direitos emocionais.

Segundo o especialista, o homem moderno deve ser mais sensível, mas não cair na armadilha de ser feminino, teoria aliás já abordada na década de 70 pelo americano Robert Bly em seu livro “Iron John: A Book about Men”. “Deve abandonar o papel de machista-machão para encontrar sua masculinidade interior, ignorando o apelo social de que sensibilidade está apenas do lado feminino. E, à medida que esse homem consegue encontrar uma posição onde é forte, passa a pedir uma resposta feminina da mulher”, explica. Ou seja, um homem completo vai buscar uma mulher completa ou ajudar uma mulher a achar seu feminino.

Muita gente reclama hoje que as mocinhas estão duras e masculinizadas, mas aquilo que se convencionou como padrão de vitória e conquista na vida, especialmente no campo profissional, foi feito para os homens. E é lógico que as moças tiveram que vestir uma máscara de ferro masculina ou se dariam mal. Mas um homem com H maiúsculo sabe que por trás daquela “armadura” existe um ser feminino completo e o faz desabrochar facilmente.

Ok, mas, afinal, o que é ser um homem de verdade hoje? Não existe resposta fácil. Primeiramente, o “ser homem” é algo individual, feito sob medida para cada um. Ou seja, se alguém tenta se adaptar a um modelo imposto pela sociedade, com regras arcaicas ou não, acaba perdendo sua própria identidade. Quer agradar aos outros e não a si próprio e, logicamente, vai ficar perdido.

Aí, então, dá-lhe caras por aí agindo como canalhas, sem sentimento, embora no fundo estejam loucos para dizer algo sensível como “eu te amo” e morrendo de medo de serem tachados de frutinhas. Ou aqueles que, depois de lerem revistas femininas para saber a nova “moda” em atitudes, se impõem uma sensibilidade tão grande que enterram de vez sua masculinidade e acabam invertendo o papel com as mulheres.

Se fôssemos arriscar, o homem verdadeiro é aquele que tem segurança de sua posição, de seus conceitos e sentimentos, de seu papel na sociedade e que, por tudo isso, respeita a posição feminina. Mesmo porque ele vai querer alguém que agregue algo à sua vida, que o complete.

Homem de verdade não se cobra para ser um ás na cama e aceita a sexualidade feminina. Não é incomum um cara passar a vida inteira esperando encontrar uma garota boa de cama e, quando isso acontece, passa a encanar sobre como ela sabe fazer tudo isso e com quem ela aprendeu. E aí, para se refugiar do embaraço, tasca a pecha de vagabunda à menina. Aliás, um homem de verdade pode negar sexo se não estiver no clima. E aí cabe a ressalva de que, se não tiver pela frente também uma mulher de verdade, vai ser questionado injustamente sobre sua masculinidade. Mas o homem de verdade não está nem aí, ele sabe o que é e o que quer.

O caminho a ser percorrido para que o homem do século XXI encontre sua identidade ainda é longo, mas muita coisa já foi alcançada. Luiz Cushnir exemplifica com a criação de filhos, que passou a ser compartilhada entre marido e esposa. Há muitos anos, era raro ver um pai brincando com suas crianças. Hoje, pais criam meninos e meninas sozinhos, viajam com eles e participam ativamente das suas vidas, não mais como aquela figura autoritária.

Um dos exercícios propostos pelo especialista Cushnir, em seus grupos de terapia com homens, aliás, é pedir para que cada paciente imagine que atitudes cada um teria para tornar o filho um homem de verdade. Segundo o médico, a forma de tratamento que esse pai dispensa às mulheres – como respeito e colaboração – acaba sendo determinante para esse ensinamento.

Enfim, se a individualidade de homens e mulheres deve ser respeitada, você pode procurar ainda hoje qual é seu homem interior de verdade, aquele que você realmente quer ser, sem medo de errar. Deixamos, porém, uma última reflexão, com a incrível frase de Contardo Calligaris: “nos seres humanos, o macho alfa (mais forte, mais viril, mais autoritário, mais marcante e com mais bravura) só existe na cabeça dos machos beta”.

By Claudio R. S. Pucci

Para saber mais sobre o trabalho e livros do Dr. Luiz Cuschnir, conhecer o IDEN e o Gender Groups: www.luizcuschnir.com.br

Fonte: Terra.

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