Psiconeuroimunoendocrinologia

SerotoninaAprofundando-nos mais no tema do nosso post anterior (“Somos o que pensamos”), vamos detalhar um pouco o que acontece com o nosso corpo quando a mente determina nossas reações e atitudes.

Lá pelos idos de 1970, dois psicólogos experimentais, Robert Ader e Nicholas Cohen, começaram a estudar o caráter psicossomático das doenças. Isto é, começaram a perceber que a doença não se deve a um fator puramente fisiológico ou psicológico apenas. Ader chegou a estas conclusões a partir de experiências efetuadas com ratos que, levados a um confinamento, por exemplo, tinham condições de desenvolver lesões no estômago, porque estavam perturbados ou estressados devido a baixa atividade. Outras experiências, inclusive de outros pesquisadores, levaram à percepção de que determinados condicionamentos podiam provocar outras reações imunológicas em um organismo.

Em 1981, Ader publicou o livro “Psiconeuroimunologia” onde ele expunha as investigações que revelavam a capacidade do sistema nervoso central de afetar o sistema imunológico e a saúde do corpo. Ele levantou questões, também muito importantes, tais como: o que torna as pessoas doentes, o que acontece dentro do corpo quando o sistema nervoso central envia uma mensagem ao sistema imunológico, quais reações o nosso organismo é capaz de produzir, entre outras.

Ader e Cohen criaram também o placebo, uma substância sem capacidade alguma de alterar a saúde do organismo, mas que atua a partir do efeito psicológico na mente do indivíduo. Ader revelou que o sistema imunológico possui uma ligação integral com processos essenciais pelos quais o organismo seleciona experiências, dá-lhes forma e as incorpora às atividades do corpo.

A partir desses estudos, uma nova área da medicina tem se destacado neste início de terceiro milênio, a “Psiconeuroimunoendocrinologia”, uma vez que esses estudos comprovaram a participação direta de hormônios no processo.

A partir desse pequeno histórico das pesquisas realizadas, começamos a entender como o nosso corpo reage a partir de determinados fatores, principalmente os que ocorrem em nossa mente. Pensamentos geram emoções e essas emoções são gatilhos que disparam a secreção de hormônios a partir das glândulas, principalmente o Cortisol, que age como um corrosivo em nossas células, acelerando seu processo de envelhecimento. O stress, o medo, a raiva, a depressão, o rancor, os pensamentos negativos, entre outros, são os principais fatores que “detonam” nosso sistema imunológico, proporcionando a oportunidade para a somatização.

Costumamos dizer que doença não existe mas, sim, o doente. O processo de somatização começa muito antes do surgimento de qualquer sintoma perceptível no organismo. É um processo que vem se instalando lentamente a partir das nossas emoções negativas, fazendo com que a energia vital vá caindo de frequência, até o ponto em que um elo fraco dessa corrente que é o nosso organismo se rompa. Para uns, esse elo pode ser o estômago, o coração, os intestinos. Para outros é no próprio cérebro que essa somatização se manifesta, proporcionando o aparecimento de um tumor, por exemplo.

Da mesma forma que o nosso organismo sofre a partir de emoções negativas, ele pode se recuperar a partir de outras emoções, mais positivas, digamos assim. A sabedoria dos nossos avós era (e ainda é!) muito importante nesse processo. “Rir é o melhor remédio”, diziam. E é verdade: já é comprovado científicamente que o riso faz com que nossas glândulas produzam a serotonina, um hormônio que ajuda a elevar o nosso nível imunológico, protegendo nossas células!

Eu costumo dizer que nós podemos ser o nosso pior inimigo, quando deixamos que pensamentos negativos, emoções ruins, estados de ânimo de desespero, desolação e outros, tomem conta da nossa mente. Somos altamente influenciáveis pelo que os outros dizem de nós quando, na verdade, não alteram em nada o nosso dia a dia. Acatamos com mais facilidade um insulto do que um elogio, uma notícia ruim do que uma boa (vide o tremendo Ibope que os programas sobre crimes e tragédias obtém na televisão). Enfim, são os moldes que nos são enfiados goela abaixo desde que nascemos que fazem com que nossos pensamentos fluam numa determinada direção, geralmente, a pior delas.

Demodelar, desconstruir, desaprender são palavras que deveriam fazer parte do nosso vocabulário diário quando nos deparamos com emoções negativas para que nosso organismo não venha a sofrer com os desequilíbrios energéticos que, aos poucos, vão permitindo a corrosão e, consequente, somatização!

Vamos pensar um pouco sobre tudo isso? O passado é história e o futuro é mistério … mas podemos fazer um presente bem diferente a cada dia! Viva um dia de cada vez e apenas isso: o dia de hoje, com pensamentos positivos, curtindo as boas emoções! Afinal, você é aquilo que você pensa ser!

By Joe

8 Respostas to “Psiconeuroimunoendocrinologia”

  1. Márcia B. Says:

    Uma aula!!! E plagio-te: o que mais dizer? Vivamos! Beijoaninha!

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  2. […] eu já havia comentado no post  “Psiconeuroimunoendocrinologia” pensamentos geram emoções e essas emoções influenciam nosso organismo e a nossa saúde, […]

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  3. […] Leia mais sobre o assunto no post “Psiconeuroimunoendocrinologia“. […]

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  4. Maddá Jorge Says:

    Oieeeeee!
    Cada cabeça uma sentença… isso eu provo e comprovo todos os dias! Neste texto seu, por sinal maravilhoso, vemos de verdade que as doenças são criadas por nós e por problemas de auto-estima na maioria. Como você sabe atendo meus clientes de terapia com muita alegria e sei, que o pior momento deles é quando se sentem sós e sem alegria, pois é nesta hora que todos os pensamentos errados aparecem…
    Para minimizar estes momentos procuro sugerir algo para fazer e com isso surgiram neles excelentes efeitos. Para alguns um animal de estimação fez o liga e desliga do cérebro, para outros um trabalho paralelo como um hobby, outros ainda a confiança de novas amizades e amor.
    Como existem pessoas em todas as idades com estes “problemas” hoje em dia, achei demais este texto.
    Beijos e parabéns!

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  5. […] Tudo isso já é cientificamente comprovado e existe até uma ramo da medicina dedicado a esses estudos: a psiconeuroimunoendocrinologia. […]

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  6. Maravilhosamente surpresa com ao constatar o interesse e a pesquisa da ciência acerca de um assunto tabu até pouco tempo, sobre o qual até as benzedeiras eram convictas. É importante demais o passo que voces estão dando e os portais definitivis que estão abrindo a partir do seu ponto de vista, que é reconhecido pelo espiritismo de Allan Kardec que me norteia e me convence plenamente!
    Foi o médico Dezir Vencio, estudioso da doutrina espírita e que nos ilustra com suas entrevistas no programa Espaço Espírita, aqui de Goiânia, que vai ao ar pela TV Brasil Central, e que eu dirijo, foi ele que citou no ar esse seu site e as pesquisas que o senhor, ou os senhores estão realizando em São Paulo, ou seja, no planeta terra, pois o que vocês estão trazendo à luz é luz pura, que vai resplandecer para nunca mais se apagar.
    Estejam com Deus à frente.

    Vera Fonseca / Jornalista

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  7. Juliana Says:

    Oi Vera!
    Estou procurando contato com a organização do programa Espaço Espírita.
    Se você puder me deixar seu contato para conversarmos agradeço imensamente.
    Meu contato é j.jucorreia@gmail.com.

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  8. […] reclamações e resmungos só servem para debilitar nosso sistema imunológico (veja matéria neste post) e fazer com que nosso corpo físico sofra consequências muito […]

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