Arquivo para maio, 2009

Concluindo etapas, encerrando ciclos

Posted in Reflexão with tags on 31/05/2009 by Joe

TemposÉ importante, sempre, saber quando termina uma etapa da vida. Se você insiste em permanecer nela além do tempo necessário perderá a alegria e o sentido de tudo o mais.

Encerrando ciclos, fechando portas, ou encerrando capítulos, como queira chamar, o importante é poder encerrá-los, deixando ir momentos da vida que se concluíram.

Terminou o seu trabalho? Acabou a sua relação com o parceiro? Você já não vive mais numa determinada casa? Deve fazer uma viagem? A amizade com alguém terminou?

Roubaram você em sua casa? Morreu um ente querido? Quebrou ou estragou um objeto de estimação? Você descobriu que o mentor espiritual que seguia era uma fraude?

Você pode passar muito tempo do seu presente remoendo os porquês, tentando devolver a cacetada que levou ou mesmo procurando entender porque aconteceu tal fato em sua vida.

O desgaste vai ser infinito pois, na vida, você, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos temos de ir encerrando capítulos, virando a página, concluindo etapas ou momentos da vida e seguir adiante.

Não podemos estar no presente com saudades do passado. Nem sequer perguntando-nos por quê? O que passou, passou, e temos que soltar, desprender, não ficar preso ao passado. Não podemos ser crianças eternas, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas que já não existem mais, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós. Não.

Os fatos passam e temos que deixá-los ir! Por isso, às vezes, é importante destruir recordações, livrar-se de presentes, mudar de casa, rasgar papéis velhos, desfazer-se de livros ou de objetos que são desnecessários. As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se. Na vida ninguém joga com cartas marcadas e temos que aprender a perder e a ganhar. Temos que deixar ir, virar a página, viver só o presente. O passado já era. Não espere que lhe devolvam o passado, não espere reconhecimentos, não espere que, em algum momento, se dêem conta de quem você é.

Solte o ressentimento pois, ligar o seu televisor pessoal para retornar ao assunto, só vai causar-lhe dano mental, envenená-lo, amargurá-lo. Apesar do tempo não ser linear, a vida está focada sempre para a frente, nunca para trás. O que passou deve servir apenas para que continue a viver com mais sabedoria. Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se nem viver o hoje com satisfação. Noivados ou amizades que não se fecham, possibilidades de regressar para que? Necessidade de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que  o invadiram: se puder enfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe-os ir, encerre os capítulos. Diga a você mesmo que não, que não deve voltar.

Mas não por orgulho, nem por soberba, mas porque você já não se encaixa aí nesse lugar, nesse coração, nessa habitação, nessa morada, nesse escritório ou nessa profissão. Sua freqüência agora é outra. Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano. Portanto, não há porque voltar. Feche a porta, vire a página, encerre o ciclo. Nem você será o mesmo, nem as circunstâncias seriam as mesmas, porque na vida nada se
mantém quieto, nada é estático.

É saudável mentalmente ter amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida. Recorde que nada, nem ninguém, é indispensável. Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nada é vital para viver porque quando você veio a este mundo, chegou sem qualquer adesivo ou etiqueta. Portanto, é apenas costume viver apegado a um adesivo ou etiqueta. E é um trabalho pessoal aprender a viver livre, sem o adesivo ou etiqueta humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir.

Mas … encerre, feche, limpe, jogue fora, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte. Existem muitas palavras que significam saúde mental e, qualquer que seja a que você escolher, lhe ajudará definitivamente a seguir adiante com tranqüilidade. Esta é a vida.

Adaptação livre do original em alemão de Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832)

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O corpo fala quando a gente se cala

Posted in Reflexão with tags on 30/05/2009 by Joe

O corpo fala

Para a maioria das pessoas, dizer o que sente, o que quer, o que deseja é tarefa quase impossível. Elas são incapazes de “enfrentar” o medo, o complexo, a angústia e a timidez.

Não reclamam, não exigem. Aceitam as exigências dos outros, agüentam humilhações, tornam-se submissas.

Conformam-se, aparentemente, com a vida que têm: com a falta de amor , de compreensão, de carinho, com exigências exorbitantes, com o papel insignificante que exercem, com o lugar mesquinho que ocupam no coração dos outros.

Já que elas não conseguem falar, o seu corpo fala por elas, através de doenças. Só que a fala do corpo não é como a linguagem, direta e clara. A fala do corpo é indireta e obscura. Ela só consegue dizer que muita coisa está ruim. Ela só consegue dizer: eu existo e estou sofrendo.

Mas na maior parte das vezes, a família e os amigos só conseguem enxergar a doença. Aconselham a pessoa a procurar o médico, fazer tratamentos necessários; sem perceber que aquela doença é apenas um grito de outro sofrimento. E esse sofrimento os médicos e os remédios nem sempre curam.

Muitas vezes a pessoa entra num processo de doenças que se sucedem. Melhora numa coisa, aparece outra. Isso porque ela está usando o próprio corpo para falar daquele outro sofrimento mais íntimo, mais nebuloso, mais persistente e doloroso; que é o sofrimento do desprezo, da solidão, de não ser amado.

É preciso aprender a ter coragem de dizer do que se gosta e do que não se gosta; do que se admite e do que não se admite que façam consigo; de como se quer ser tratado e respeitado, porque somente essa coragem será o antídoto contra os males físicos, que poderão se arrastar por toda a sua vida.

“Perceber sua postura perante a vida é olhar o que se passa dentro de si mesmo: assumir seus próprios sentimentos – medo, tristeza, insegurança. Isso exige bastante coragem. A coragem é um desafio contra a estagnação, é um estresse positivo que eleva a sua confiança, a sua auto-estima.”

Um modo de vida com pensamentos positivos é essencial para uma boa saúde física e mental.

Aprenda a ser feliz!

By Bernadete Moreira Lambertucci

Educar

Posted in Reflexão with tags on 29/05/2009 by Joe

OlharEducar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” – e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente…

E ficando mais rico interiormente ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.

Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver.
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.

A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.

Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento, a capacidade de se assombrar diante do banal.

Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.

Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. E nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore ou para o curioso das simetrias das folhas. Parece que naquele tempo as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.

Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir, e não se torna como criança, jamais será sábio.

By Rubem Alves

Rubem Alves nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista, professor, poeta, cronista do cotidiano, contados de histórias e um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil. Ama a simplicidade, a ociosidade Rubem Alvescriativa, a vida, a beleza e a poesia; ama as coisas que dão alegria, a natureza e a reverência pela vida; ama também os mistérios, bem como a educação como fonte de esperança e transformação; ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores; ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam ou dizem a Seu respeito; ama crianças e filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas.

Aos nossos filhos

Posted in Inspiração with tags on 28/05/2009 by Joe

FarolLi, certa vez, que ao pé do Farol não há luz. Mas e o que dizer quando falamos, não de uma proximidade geográfica, mas emocional, como na relação entre pai e filho, por exemplo?

Somente hoje, distante de meu pai, vejo o suficiente para enxergar, com relativa nitidez, a luz de seu Farol e para compreender a liberdade acolhedora de seu amor que, à época, eu percebia como sufocante e limitador.

Foi preciso jogar-me ao mar, navegar nas ondas e intempéries daquilo a que chamamos vida, para vislumbrar não somente em que me tornei, mas também para reconhecer a segurança do porto de onde parti.

Só assim pude entender não apenas o que hoje sou, mas de que raízes brotei. Lembro-me de, quando jovem, ter dado a meu pai um livro do genial poeta Kahlil Gibran. No capítulo “Dos Filhos”, Gibran escreve: “Vossos filhos não são vossos filhos. São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.” Eu, como todo jovem, clamava por liberdade.

E, como jovem, ignorante e esquecido dos perigos do desconhecido, enxergava apenas o mar que à minha frente se expandia.

Dar o livro a meu pai era como dizer a ele: “me deixa viver, me conceda a liberdade plena da experiência.” Lembro que toda vez que discutíamos sobre liberdade ele me falava dos perigos que a vida nos reserva.

Mas eu, que estava ao pé do Farol, enxergava apenas a beleza do horizonte e meus olhos não percebiam a dureza do percurso …

Hoje sou pai …

Os filhos crescem, amadurecem, e percebo que, como muitos pais, continuo a tratá-los como se tivessem sempre a mesma idade, a mesma mentalidade, as mesmas fraquezas. Como hoje eu entendo que, para aprender a navegar, precisamos desafiar os tormentos e as borrascas do mar, é chegada a hora de aceitar um dos inevitáveis desígnios da vida: se nossos filhos estão ao pé do Farol, eles só poderão ver a luz se entrarem mar adentro.
E o melhor que podemos fazer é desejar-lhes boa viagem. E torcer para que carreguem consigo um pouco de suas raízes.

(autoria desconhecida)

“Acreditar que basta ter filhos para ser um pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser músico.” (Mansour Chalita)

“Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão pais.” (August Strindberg)

O poder do pensamento

Posted in Reflexão with tags on 27/05/2009 by Joe

ÁtomoTemos, dentro de nós, um dos maiores instrumentos de poder que existe no Universo: o nosso pensamento. Ele pode produzir resultados diversos de acordo com o uso que fizermos dele.

Hoje já não há mais dúvidas de que tudo que existe no Universo é energia. Einstein comprovou isso através da sua Teoria da Relatividade, traduzida pela famosa fórmula da relação entre Energia (E) e Massa de um corpo (m):  E = m.c². Nesta fórmula c, o valor da velocidade da luz no vazio, realiza a conversão de quilogramas para joules (já que as grandezas de massa e energia são diferentes).

Em termos simples, E (Joules) = M (quilogramas) · C (299792458²), onde se pode perceber como uma quantidade ínfima de matéria pode ser convertida em uma quantidade brutal de energia.

Bom, fórmulas à parte, podemos dizer que, por também sermos formados pelos mesmos átomos e moléculas que se encontram no Universo, nosso corpo vibra em determinadas frequências e que essa vibração está constantemente interagindo com todo o cosmos.

Desta forma, estamos o tempo todo criando novas experiências que são compartilhadas com outros seres humanos, entre outros elementos do Universo.

Os nossos pensamentos também emitem vibrações e, portanto, contribuem na criação da nossa realidade. Quando tomamos consciência desse poder, conquistamos a chave de todas as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.

Assim, se tivermos pensamentos de alta frequência, entraremos em sintonia com outras vibrações positivas também e seremos capazes de criar a nossa realidade através de ações que nos levarão à felicidade.

Como eu disse no post  “Psiconeuroimunoendocrinologia” pensamentos geram emoções e essas emoções influenciam nosso organismo e a nossa saúde, mantendo-nos saudáveis e felizes. Por outro lado, os pensamentos de baixa frequência, detonam nossas células, fragilizando o sistema imunológico, provocando a somatização (“doenças”) proveniente dos nossos desequilíbrios energéticos.

Desta forma, se quisermos ter uma vida feliz, seja no campo dos relacionamentos, seja no profissional, devemos estar sempre atentos à qualidade dos nossos pensamentos.  Existe uma lei universal que, embora nem todos entendam ou acreditem nela, diz que tudo aquilo que desejamos (pensamos) o Universo conspira para realizar. Porém, o Universo não julga se aquilo que desejamos é bom ou ruim. Apenas nos proporciona aquilo que desejamos.

Portanto, é preciso ter muito cuidado com os nossos pensamentos e os nossos desejos, pois, dificilmente sabemos o que se passa nos porões escuros dos nosso subconsciente. Mecanismos de auto-sabotagem estão presentes nesses recônditos, prontos para nos proporcionarem o script perfeito para uma realidade que não é aquela que, conscientemente, queremos.

Já perceberam como aquele velho ditado que diz “desgraça pouca é bobagem” revela uma grande verdade? Quando alguém está passando por uma situação difícil, está com depressão, infeliz ou estressado, parece que tudo dá errado. É porque essa pessoa está vibrando em baixa frequência e, dessa forma, entra em sintonia com tudo que está na mesma frequência. Eu não costumo dizer que atraímos coisas boas ou coisas ruins mas, sim, que entramos em sintonia com elas, como se cada um de nós fosse uma antena de rádio que capta essas frequências.

Podemos aprender, crescer e evoluir através do conhecimento e não, necessariamente, através do sofrimento como prega a nossa cultura judaico-cristã. Para isso vale o grande toque que um Mestre nos deixou: “Orai e vigiai”! Orai significa estar em sintonia com a Energia Maior, de altíssima frequência. Vigiai significa estar atento para não deixar a frequência cair. Simples e objetivo, sem nada de misticismo nessa lição!

Nossa auto-estima está diretamente ligada à nossa capacidade de ter e manter bons pensamentos. Temos sempre a opção de escolher a nossa realidade e de criá-la da forma que desejamos. Só depende do que cultivamos em nossas mentes. Só depende de cada um de nós!

Então, orai e vigiai!

By Joe

Vida

Posted in Inspiração with tags on 26/05/2009 by Joe

ChaplinJá perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis …

Já fiz coisas por impulso …

Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas  também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger …

Já dei risada quando não podia …

Já fiz amigos eternos …

Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado.

Já fui amado e não soube amar …

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas “quebrei a cara” muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos.

Já liguei só pra escutar uma voz …

Já me apaixonei por um sorriso.

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e …

… tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas sobrevivi!

E ainda vivo!

Não passo pela vida … e você também não deveria passar!

Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve!

A vida é muito para ser insignificante!

By Charles Chaplin

O samurai

Posted in Inspiração with tags on 25/05/2009 by Joe

SamuraiPerto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso e que agora se dedicava a ensinar o zen-budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma  inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava  com velocidade fulminante. Desta forma, o jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama. E desafiou-o!

Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato do mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

– Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua  espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

– Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? – perguntou o samurai

– A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

– O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

(autoria desconhecida)

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